Wednesday, October 26, 2005

Sobre a Adega Cooperativa de Borba


Considerada este ano a melhor Adega Cooperativa

Borba brinda

A prestigiada Revista de Vinhos, líder da expressão e opinião enófila portuguesa, declarou como «Melhor Cooperativa do Ano» de 2003 a Adega de Borba. Trata-se de um reconhecimento, mais que merecido, a uma das melhores empresas do sector vinícola do Alentejo e do país.

Cada ano, desde há alguns a esta parte, a Revista de Vinhos, guia imprescindível para os profissionais e aficcionados lusos da vitivinicultura, enceta um balanço do que mais e melhor sobressaiu nos últimos doze meses. Dado que se trata do órgão de referência do sector, no nosso país, os prémios que outorga constituem uma honra e um testemunho de mais valia para quem os recebe. Os galardões foram anunciados a 6 de Fevereiro, no Convento do Beato, em Lisboa, e não surpreende ninguém que a distinção à «Melhor Cooperativa» tenha recaído, mais uma vez, a uma empresa do Alentejo. Na circunstância, devemos dizê-lo com inteira justiça, à Adega Cooperativa de Borba. O prémio foi justificado pelos especialistas em função dos “investimentos actualmente em curso para melhoramento qualitativo da produção de vinhos - acompanhamento dos viticultores, aquisição de novas linhas de engarrafamento, alargamento do espaço de envelhecimento em barricas e garrafas, etc. -, bem como pela intensiva actividade da adega no que se refere ao lançamento de novas marcas e remodelações da imagem dos seus vinhos”.

A Adega borbense esteve ainda em destaque pela recepção de mais dois prémios, em concreto na categoria de «Melhores compras de 2003», em que os expertos consideram dignos de nota o Borba Touriga Nacional 2002 e o Montes Claros Reserva Antão Vaz 2002, ambos lançados no mercado há bem pouco tempo. Assim, não foram apenas o esforço e o labor dos responsáveis e associados da Cooperativa de Borba que saíram recompensados, foram também os frutos desse mesmo trabalho que recolheram saliente corolário. Com efeito, empenho e resultados orientam-se de acordo com uma nova lógica de organização desta Adega Cooperativa, que passa pela sua modernização tecnológica e empresarial, e que tem por correlato a renovação tanto das propostas, como da imagem dos próprios produtos. A actividade da Vinícola borbense têm sido extraordinária nestes aspectos e, a prová-lo, estão os nove nóveis vinhos que a mesma projectou no mercado a partir do Verão transacto: os brancos Montes Claros Reserva e montes Claros Antão Vaz, ambos de 2002, tal qual os sete belos vinhos tintos de casta do mesmo ano (cinco monovarietais e dois bivarietais).

Onze milhões de certezas

De resto, aquela que é a Adega Cooperativa mais antiga do Alentejo, cuja fundação remonta a 1955, vê o seu propósito de qualidade transparecer também em expressão quantitativa. Os números são certeiros: Actualmente com 320 sócios, que cultivam mais de dois mil hectares de vinha, a ACB produz em média onze milhões de litro ao ano. Trata-se, curiosamente, de um número idêntico ao volume de garrafas vendidas em 2003. Estes onze milhões de vendas traduzem-se numa facturação naturalmente superior, e que ronda os 15 milhões de euros. Os algarismos são também impressionantes no que respeita ao investimento – e ao que este aporta e significa: Mais de 6 milhões de euros de foram empregues para aumentar a qualidade e a competitividade da Adega, através da aquisição de equipamentos e introdução de outros elementos de aperfeiçoamento tecnológico. Assim, duas novas linhas de engarrafamento vieram permitir exponenciar a produção e o envase do precioso néctar, sem dúvida uma das riquezas do concelho, a par da gastronomia e, claro - do mármore. Como não, a nova cave destinada ao estágio dos vinhos já em garrafa, foi revestida com a ‘preciosa’ pedra branca que sai da mesmo solo onde crescem vívidas as videiras.

O vinho tem, portant

(devido a um erro de formatação alheio à minha vontade e que também danificou o documento guardado no meu pc, o final do texto ficou cortado e é irrecuperável; lamento).


22 febrero 2004

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